Segundo o relatório nacional sobre o comércio ilegal da fauna silvestre, o Brasil é o país mais rico em espécies animais. Nos últimos 50 anos, o comércio ilegal de animais silvestres cresceu 14 vezes. Com baixo risco e penalidades brandas, é a terceira atividade criminosa mais lucrativa no mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e armas. Somente o comércio de avifauna, a preferência dos comerciantes, movimenta cerca de 44 milhões de dólares por ano. Cerca de 80% das aves morrem antes de chegar aos consumidores, em sua maioria, dos Estados Unidos e Europa. Boas intenções à parte, o papel de vilões tem sido reservado aos traficantes. Poucos parecem refletir, porém, se é digno ser proprietário de uma ave, que não é um animal doméstico.
Através da sua arte e sensibilidade, os ilustradores desta exposição desejam apagar os traços de ignorância, ingenuidade, cinismo ou hipocrisia que ameaçam a diversidade da nossa avifauna.
Disse o filósofo iluminista Rousseau: "a lei mais importante de todas, que não se grava nem no mármore nem no bronze, mas no coração dos cidadãos, é o costume." Carecemos agora mudar de hábitos. Pois é melhor dois ou muitos pássaros voando, do que um – ou nenhum – na mão.
SIB - Sociedade dos Ilustradores do Brasil
A exposição "Passarinho na gaiola não canta, lamenta" inaugura em São Paulo uma longa viagem de voos livres pelo brasil e por outros países.
Essa mostra é uma jornada de liberdade e consciência em todas os idiomas e olhares. É um canto único dos artistas pelos animais. A proposta é despertar, através da arte, consciências para combater o confinamento e o comércio de pássaros e, também, educar as pessoas em relação ao triste e cruel hábito de aprisionar aves em gaiolas.
A exposição é um projeto, em que os obras de artistas brasileiros, portugueses, italianos e holandeses são divulgados de forma cidadã, engajada, agregando valores de consciência sobre os direitos animais e ambientais. Se não houver quem consuma, não existirá o comércio de animais silvestres, assim como não existirá o tráfico.
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Lúcia Brandão e ANDA